Clubes de futebol começam a lucrar com o Facebook

Para medir o desempenho de uma marca na internet, em especial no Facebook, especialistas em mídias sociais pregam que não importa apenas o número de fãs que determinada página possui. O nível de engajamento deles – isto é, a quantidade de “curtir”, “comentar” e “compartilhar” que uma página consegue de seus seguidores – representa um indicador ainda mais relevante.

Mas há um terceiro nível na relação entre fãs e marcas que está muito menos visível para analistas e que pode ser levantado no caso do futebol.

Qual é, enfim, o retorno financeiro que clubes obtêm por meio do Facebook?

A ESM, agência de marketing esportivo que opera as lojas virtuais de Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco, pesquisou qual a porcentagem de vendas que têm origem nas páginas de cada um desses clubes no Facebook.

Em 2011, de toda a receita gerada pelas lojas, a rede social representa 1,74%.

Em 2012, houve um crescimento de 2,87 pontos percentuais, para 4,61%.

Fica a impressão de que o Facebook ainda possui um potencial baixo para aumentar o faturamento dos clubes, e uma página em qualquer que seja a rede social raramente teria como maior e único objetivo vender produtos.

Mas um aumento de 412% de um ano para outro na receita oriunda de uma rede social demonstra que há uma demanda reprimida por artigos dos clubes.

E ainda há outros dados que ajudam a entender o torcedor das redes sociais.

No Corinthians, dos mais de 3,3 milhões de fãs no Facebook, 52,1% são homens e 47,9% são mulheres. Certamente uma surpresa para quem acha que apenas o sexo masculino se interessa por futebol e um dado interessante para as empresas que trabalham com produtos femininos, como cosméticos e lingerie.

Outro detalhe interessante é que, depois do Brasil, o país que mais tem fãs do Corinthians no Facebook é o Peru. A explicação tem de ser o sucesso do atacante Paolo Guerrero, também convocado pela seleção peruana.

Saber que há uma base grande de fãs do time paulista no Peru permite à ESM fazer ações direcionadas. No Facebook, existe a opção de publicar mensagens apenas para certo público, e a agência aproveita a ferramenta para criar conteúdo específico para os peruanos, normalmente ligado a Guerrero.

Em relação ao Palmeiras, o panorama é um pouco diferente. De mais de 1,3 milhão de fãs, 61,3% são homens e 38,7% são mulheres.

Para uma marca feminina, portanto, criar alguma ação direcionada para as corintianas tem maior potencial do que para as palmeirenses no Facebook. Para uma masculina, talvez faça mais sentido apostar na página alviverde, se considerados apenas os dados de divisão por sexo.

Curiosamente, o segundo país com mais fãs do Palmeiras é o Congo.

O Congo?!

Fonte: Negócios FC/Época

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