Lançado há três anos, o Google+ surgiu como uma rede social para agregar os serviços Google – como Youtube, Gmail, PlayStore, entre outros – e trazer praticidade. Além disso, veio para ser uma espécie de identidade digital para o usuário, por isso só era possível participar da rede utilizando um nome real em seu perfil. Agora, esta exigência não existe mais.

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2011/11/25/sede_google.jpgEm comunicado oficial, o gigante de Mountain View deixou claro que a intenção inicial do G+ não era excluir usuários e sim desenvolver uma comunidade formada apenas por pessoas reais, porém assumiu que acabou criando também “experiências dificultosas desnecessárias” a alguns internautas. Provavelmente, uma manobra para aumentar a competitividade, além de dar fim às críticas de que a rede social não é tão inclusiva quanto deveria ser.

Não há como ter certeza se a decisão de liberar o uso de pseudônimos vai ser positiva. Afinal, a mudança pode “infantilizar” o serviço ao abrir espaço para a entrada de usuários que buscam apenas criar confusão e gerar discussões ofensivas se escondendo atrás de perfis falsos.

A proliferação dos famosos "trolls" e "fakes" tende a espantar do G+ aquelas pessoas que buscavam relacionamentos mais sóbrios e se sentiam protegidas. Além disso, pode não cair no gosto dos tantos usuários que já tem o Facebook como preferência consolidada.

Por outro lado, o Google+ cria agora um diferencial com relação ao grande concorrente, que mantem algumas restrições na criação de novos perfis. Abrindo a possibiliadade de abranger públicos diferentes, indo ao encontro da ideia de integração proposta desde o lançamento da ferramenta.

Outro fator que favorece o aumento de usuários é a ligação entre as estratégias de SEO e  G+, que faz com que formadores de opinião de grandes blogs ou portais comecem a utilizar a rede social com foco no “Author Rank” (ranking de autores), pois isso influência positivamente na classificação de buscas do Google e no destaque de seus conteúdos em meio ao resultado de pesquisa, incluindo o avatar/foto do autor da publicação ao lado, como mostra a imagem abaixo:

Durante a Pubcon, em 2011, isso foi confirmado pelo engenheiro sênior do Google Matt Cutts, que afirmou que as redes sociais são “um excelente meio de criar reputação para autores” e ainda completou afirmando que quando “a reputação de conteúdo do autor for algo transparente, isso vai fazer a internet um lugar muito melhor.”

Só o tempo vai nos mostrar se as mudanças sendo implementadas no Google+ vão ou não dar aquele algo a mais que falta a rede social, mas uma coisa é certa, o gigante californiano continua a se mexer para abocanhar fatias ainda maiores do mercado.

G+ retira exigência de perfis com nome real
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Pedro Henrique Malta

Jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), colaborou com alguns dos principais jornais de Goiás e atuou como assessor de comunicação. Apaixonado pela indústria cultural, está sempre disposto a conhecer novas produções e utiliza as mídias sociais para a troca de informações e experiências.