LivesOn promete tuites de pessoas após sua morte

Os fãs do Twitter podem descansar em paz, agora será possível tuitar mesmo após o fim de suas vidas. Pelo menos é isso que promete fazer o LivesOn. O serviço desenvolvido pela agência de publicidade britânica Lean Mean Fight Machine. O serviço foi criado para estabelecer um vínculo eterno dos mais ávidos fãs do Twitter por sua rede social preferida.

Para funcionar, o LivesOn funciona cria uma segunda conta no Twitter do usuário para analisar seu modo de escrita e gostos. Tudo isso é realizado através de inteligência artificial. O serviço enviará tuites pro usuário para que ele possa avaliar se a segunda conta está sendo fiel ao seu estilo.

Atualmente, apenas cinco pessoas estão trabalhando no projeto e não há planos de monetizar isso. Pelo que parece, LivesOn não deve ter problemas com isso, já que mais de 7 mil usuários do Twitter se cadastraram para ter o privilégio de prolongar sua vida no microblog.

Apesar desse aparente sucesso, há os que não enxergam grandes qualidades no LivesOn. Patrick Tomasso, um estrategista de conteúdo social, em Toronto, diz que mesmo os serviços de agendamento de postagens não lhe agradaram.

"É mórbido de ver tweets de mortos, não é você e você não está lá para que ele só se sente falso", diz ele.

O especialista em mídia social prevê que LivesOn a maioria irá apelar a um nicho de mercado e que a sua taxa de crescimento atual é um resultado de usuários entrando na onda. "Se as pessoas estão tentando passar de um ente querido falecimento, ninguém será capaz de assim", diz Tommaso. "Ele está fazendo um desserviço ao agir como um lembrete constante de que alguém se foi."

Marilyn Miller, psicóloga de Toronto, especializada em aconselhamento da dor, diz que o LivesOn pode ser comparado a visita ao túmulo de um ente querido.

"As pessoas gostam de manter vivo o falecido em memórias, vão para seus túmulos, falam para a sepultura, e por isso não poderiam ter a mentalidade aberta para LivesOn", diz ela.

Miller diz que o apelo de LivesOn dependerá da geração que usá-lo.

"Se você está falando com a minha geração, é certeza que fiquem chocados, mas para a geração que nasceu com um dispositivo móvel em suas mãos, pode haver uma filosofia diferente e atitude sobre isso no futuro", diz ela.

Com informações de Vancouver Sun e Tecmundo

Imagem retirada do site LivesOn

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