O empreendedorismo brasileiro na onda do sonho Mark Zuckerberg

 

Tenho acompanhado a onda e todo burburinho do empreendedorismo, das start-ups e o sonho de inventar algo e praticamente da noite para o dia ficar milionário.

Será que todo este incentivo de empreendedorismo está no caminho certo?

Hoje tenho a oportunidade de conversar com alguns clientes, muitos deles fazem parte do grupo de empresários que está no mercado há mais de 20 anos e  fatura  milhões de reais mensalmente em suas companhias. E todas as vezes que me contam suas histórias, fica claro que o sucesso para eles não foi algo conquistado de forma rápida, fácil e com pouca dedicação.

Tempos atrás ouvi alguém dizer:  “Nossa! Minha empresa cresceu muito rápido, já se passaram 10 anos.” Em um primeiro momento, fiquei assustado, mas depois, refletindo,  passei a realmente entender um princípio básico e muito real: empreender é, definitivamente , um investimento a longo prazo!

Uma vez li uma coletânea de livros, recomendadas por um grande amigo, do famoso escritor Jim Collins. Foram os melhores conteúdos sobre negócios que já consumi, os livros me trouxeram maturidade, concretizando tudo que vi, ouvi e vivi nestes últimos anos que estou no mercado. Inclusive, os recomendo muito, são eles:  Empresas feitas para vencer (Good to Great), Feitas para Durar (Build to Last) e Como as gigantes caem (How the Mighty Fall). Já adiando que não são livros idealistas ou meramente conceituais, eles trazem dados históricos de uma equipe que acompanhou as principais empresas americanas por mais de cinco anos e, através destas pesquisas, são traçados os princípios históricos que não são quebrados pelo tempo ou pela cultura local.

Em um dos princípios citados, Jim Collins  utiliza a antiga fábula da tartaruga e a lebre para ilustrar.  “Quem ganha a corrida é a tartaruga e não a lebre”,  se referindo ao princípio de ser constante, encontrado nas empresas que, através de pesquisas, foram consideradas de excelência.  Em resumo, Jim Collins e sua equipe identificaram que “o segredo” destas empresas não era correr, não era o pioneirismo doentio, mas sim a constância em sua caminhada. A questão não é ser rápido e nem lento, mas manter o ritmo, passo a passo.

Digo isso, pois vejo muitos jovens com gana por “empreender” (ou melhor de ficarem ricos e famosos), saindo de palestras e eventos já para abrir suas empresas sem nem ao menos buscar maturidade, aconselhamento ou até  mesmo informações do que tudo isso implica.

Alguns nem conhecem – e tão pouco estão  interessados em conhecer – todos os impostos a serem pagos, todos os encargos sobre a contratação de um único funcionário.  Alguns acreditam que ao contratarem um contador tudo estará resolvido, outros não se importam com questões jurídicas e acham que pagando um advogado tudo se resolverá também.

Para mim, empreender não é mandar em outros, e sim ouvir e ser servo;  não é dormir em uma cabana e acordar em um castelo, mas sim construí-lo tijolo por tijolo; empreender não é tranquilidade, pelo contrário, é dedicar noites e noites em claro para no futuro ver seus sonhos realizados;  é estar permanentemente sendo desafiado a ampliar seus horizontes; empreender é o inimigo número um da acomodação.

Gostaria de deixar claro que apoio, incentivo e motivo toda iniciativa de empreender em algum negócio, mas acredito que devemos encorajar outros não só mostrando o troféu e sua glória, mas também expondo toda a longa jornada de treinamentos para um dia conquistá-lo.

O empreendedorismo brasileiro na onda do sonho Mark Zuckerberg
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