Todos as pessoas que estão envolvidas diretamente com a gestão de alguma fanpage no Facebook sabem e sentem na pele o quanto o nível de dificuldade para obter engajamento tem aumentado. Vamos tratar um pouco sobre isso e entender melhor o que está acontecendo.

Há algum tempo, todos os esforços das empresas eram focados na captação de fãs, isso criou dezenas de estratégias muito discutidas quanto aos efeitos éticos e em relação à política de privacidade do Facebook. Alguns exemplos são os aplicativos e promoções que solicitavam que você curtisse a página para ter acesso aos conteúdos: mesmo que você não fosse participar ou se cadastrar, você se tornava um fã e passava a ver as publicações da fanpage em sua conta (feed).

Isso acontecia porque tudo que era postado em uma fanpage era apresentado a praticamente todos os fãs, ou seja, se a fanpage tinha 10 mil fãs, um post era apresentado para todos eles. Por ser gratuito, o Facebook acabou sendo considerado muito melhor do que os concorrentes (e-mail marketing, adwords…) e se tornou uma ferramenta de comunicação extremamente poderosa. Ou seja, você investia em anúncios, promoções e ações para ter mais fãs e depois estava livre para se manter em contato com essas pessoas sem gastar nenhum real.

Quando nosso querido Facebook se tornou uma S/A (Sociedade Anônima) – uma empresa com suas ações na bolsa de valores – tudo começou a mudar. Os sócios exigiam crescimento, números positivos e o foco era extrair o máximo de rentabilidade da rede social, mas como isso poderia acontecer? Claro que criando diversos formatos de anúncios para seu público, assim como o Google já fazia.
Mas cá entre nós, por que iríamos investir dinheiro no Facebook se tínhamos todo controle e acesso ao nosso público gratuitamente e tudo funcionava muito bem? Com certeza este foi o ponto de partida para mudanças que todos nós vimos e ainda estamos vendo no dia a dia da rede social mais famosa do mundo, atualmente.

“Sem investimento, não há engajamento.”

As primeiras mudanças foram forçar quem queria aumentar fãs a investir e proibir qualquer ação que forçava a pessoa a curtir a página para poder participar. Algumas páginas foram bloqueadas e até canceladas por isso. Porém a jornada da rentabilidade estava apenas no início e logo o Facebook também diminuiu o alcance das postagens das fanpages, ou seja, mesmo que você tivesse 10 mil fãs, não eram todos que veriam seu conteúdo.

Me lembro de ver isso caindo e caindo ao longo de 6 meses, acredito que foi para 80%, depois 60%, 40%, 30% e agora, em média, apenas 10% de seus fãs vão visualizar suas postagens organicamente – sem que você pague por isso. Além disso, o algoritmo (sistema/código) do Facebook agora apresenta postagens de fanpages que você está engajado, ou seja, se você curte uma fanpage hoje e não interage curtindo, comentando e compartilhando, rapidamente você vai parar de ver qualquer post desta fanpage, a não ser que ela pague e você se encaixe no perfil de segmentação do anúncio.

Resumindo, uma fanpage precisa investir para obter seus fãs, mas também precisa investir em impulsionar ou promover seus posts para alcançar pessoas segmentadas ou até mesmos seus próprios fãs, e fica o desafio de criar conteúdos realmente relevantes e interessantes para que aumente o engajamento e a chance de alcance orgânico.
Por fim, é sim possível tornar uma fanpage uma fonte de relacionamento com o público alvo, mas isso exige um investimento não somente em anúncios, como também em qualidade e relevância, para extrair o máximo do engajamento espontâneo criando um equilíbrio entre investimento e conteúdo.

Agora acabou a “farra” da gratuidade e esperteza! E quer saber? Eu concordo com a mudança, o custo para manter uma rede social assim é altíssimo e tem que gerar lucro, afinal o Facebook é uma empresa e não organização sem fins lucrativos. Assim, quem realmente pretende fazer um trabalho profissional, tem que contratar especialistas para isso.

Por que minha fanpage do Facebook está perdendo alcance?
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